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“Influenciadores digitais” dentro das empresas dão nova medida de retorno de investimento em plataformas de vídeo e colaboração

Compartilhar conhecimento, evitar ruídos, padronizar as melhores condutas e alavancar a colaboração geram estabilidade, dinamismo, reputação e resultados no ambiente de trabalho, que vão além da economia com viagens, com convergência entre TI e comunicação corporativa

A paródia em The Flintstones e The Jetsons é exatamente haver uma diferença enorme na tecnologia, mas se reproduzir o modo de vida americano dos anos 60. O Professor Pardal, por sua vez, criava datilógrafos robóticos, em vez de um processador de texto. Os autores de cartoon entenderam a limitação natural de olharmos as novas soluções da perspectiva de nossas tradicionais demandas e hábitos. Os desenvolvedores de tecnologias e modelos inovadores de negócios também observaram esse movimento. Em uma fase inicial, identificaram as dores mais perceptíveis em cada atividade e aproveitaram as oportunidades tecnológicas para promover mudanças radicais no cenário já existente. Esse apelo criou massa crítica para o passo adiante, de fazer coisas diferentes ou que não eram feitas antes. Ao mesmo tempo em que as empresas se familiarizam com a tecnologia (e já incorporam seus efeitos nos padrões de custos e produtividade), a própria atualização geracional traz novas formas de pensar seu uso.

Nos últimos anos, enquanto se multiplicam os desgastes de viagens e deslocamentos urbanos, as soluções profissionais de videoconferência ficaram muito mais acessíveis. Hoje, empresas de todos os portes podem contar com tecnologia de nível corporativo que, além de mais baratas, são entregues em modelos comerciais com subscrição, a uma tarifa inferior a 1% do investimento de capital (Capex) que antes era mandatório. Na Internet, o tráfego de vídeo já chega próximo a 80% do total. Os provedores de serviços e as redes já estão preparados. Além das condições técnicas, as empresas já incorporaram as reuniões virtuais em sua rotina. O foco agora é ver o que se pode fazer a mais com a tecnologia, para gerar mais resultados sobre o investimento já justificado.

Comunicação interna transparente tem um grande impacto na produtividade, na segurança e na estabilidade do ambiente de trabalho, seja qual for o tamanho da organização. Segundo o Holmes Report, uma publicação de comunicação corporativa, há um aumento de 42% em falhas de conduta dos empregados quando há incertezas sobre mudanças realizadas na empresa. A reportagem afirma que as companhias com melhor comunicação interna apresentam um retorno três vezes maior aos acionistas.

A atratividade do conteúdo em vídeo também facilita. Conforme estudos de marketing da Experian, os emails com links para vídeo têm 13% a mais de acessos. A PageWiz estima que 60% dos internautas clica no vídeo sem sequer ler a descrição de conteúdo. Enquanto pelo menos 90% dos internautas têm o hábito de assistir vídeo online, no ambiente de trabalho, segundo a Video Brewery, 76% dos executivos vêm vídeos de conteúdo profissional e a maioria compartilha com suas equipes.

Linguagem objetiva, conteúdo relevante e facilidade de busca são algumas características acentuadas nos melhores canais de vídeo, também aplicáveis à colaboração interna. Ainda que se mantenha mais ou menos informalidade, conforme o estilo da organização, é preciso lembrar que os funcionários e clientes procuram respostas a questões cada vez mais específicas, não apenas mensagens institucionais genéricas.

Influenciadores digitais e interações transversais são outras tendências trazidas pelas plataformas de vídeo, que podem ser úteis às organizações. Na prática, assim como vídeos de cozinheiros ou mecânicos se tornam nossa consultoria doméstica, não é raro se buscar vídeos na hora de pensar em um projeto ou antes de uma reunião de pré-venda. Alavancar os profissionais de referência e facilitar sua conexão às equipes ajuda a nivelar por cima a qualidade do trabalho de todos.

O efeito colateral da acomodação é um risco adjacente ao uso de ferramentas de vídeo. É claro que uma apresentação do diretor ou do engenheiro de produtos ajuda, por exemplo, em uma reunião de venda. Mas deve ser assistida antes e, se for o caso, enviada previamente ao cliente. A ideia é incrementar, não delegar a argumentação comercial personalizada.

Em um evento, pode ser interessante trazer um palestrante que esteja no exterior para uma sessão por vídeo. No entanto, a apresentação de um vídeo, que poderia nos ser interessante na web, muitas vezes é um sonífero no meio da palestra.

As práticas de qualidade em videoconferência também se aplicam à produção de conteúdo. As plataformas de videocolaboração também incluem recursos de edição, indexação e recuperação de conteúdo. Além disso, a atual geração de ferramentas de comunicações unificadas conta com interfaces abertas, que permitem inserir conteúdo e comunicação por vídeo em outras aplicações.

Vanderlei Campos - Jornalista

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